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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Day Dreaming

Queridos, depois de algum tempo de muita correria, a conjuntivite me permitiu ter uma brexa para escrever nessa delícia de blog!

Hoje serei sucinta (cê jura?). Acho que isso já foi falado no blog - mas não tenho certeza. É o seguinte: eu amo viajar. E olha que eu nem viajei tanto na minha vida. Fui para alguns lugares aqui e ali, e me aventurei bem menos do que gostaria.

Acontece que, quando me encontro inquieta na vida, é porque é hora de tomar o caminho da roça novamente. Pegar a mochila, colocar nas costas, abrir o mapa e escolher o destino. E agora, onde é que eu vou me enfiar? Por mim, minha vida seria 6 meses em cada lugar, ou 3 meses até, não sei. Mas, nossa, queria dar a volta no mundo - e nada de 80 dias, isso seria a vida inteira!

Saca aquela música do Kid Abelha? 'Sou errada, sou errante, sempre na estrada, sempre distante... Vou errando enquanto o tempo me deixar". O nome dela é "Nada sei". Olha, amigo, poderia tatuar isso aí na minha cabeça, ia casar direitinho com meu estado de espírito. A única coisa da qual eu tenho certeza absoluta é de que eu nasci pra me perder. *Pode parecer que estou filosofando, mas não estou filosofando não!

Essa imagem daí de cima expressa uma das minhas maiores vontades: pegar carona. Ir conhecendo o Brasil, ou outro lugar na base do dedão levantado na beira da estrada. "Mas você não tem medo de ser estuprada/roubada/molestada/esfaqueada/assassinada/macumbada/lesada/etc?" Ter, eu até tenho, mas até aí, posso sair pra comprar uma baguetinha na padoca e nego arrancar um teco da minha cara com uma peixeira ou tocar fogo em mim, entre outras coisas. Assim, na boa, acontece diariamente.

Nesse momento estou sentada, coçando o olho e pensando no próximo destino. Ele já existe, mas é segredo. Segredo pra mim, pelo menos. Gosto de NÃO pensar nas coisas com muita antecedência, porque é batata! Fico louca, paranoica, querendo que chegue logo o dia D e aconteça aquela mudança maravilhosa na vida.

E issae, eu curto uma viagem - em qualquer sentido. Agora eu já tô longe, distante, pensando naquele friozinho na barriga de pensar que é hora de mudar de novo. Tudo isso eu faço sentada em uma cadeira, num prédio, em São Paulo, sem sair do lugar. O espírito da coisa começa aí! Se você não tem vontade, não vai a lugar algum... E sonhar não custa nada também.

* sábias palavras de uma senhorinha muito viajada

terça-feira, 4 de maio de 2010

Celebrate good times


Oi, meus pêssegos em calda. Tudo numa nice?

Sabe, pessoas, o que acontece com a sociedade? Cadê o espírito coletivo? É ano de Copa do Mundo, estamos há um mês dos jogos e eu não sinto aquela vibe looooouca no ar. O problema sou eu?

Lembro quando eu era pequena que as ruas ficavam verdes e amarelas, rolava até uma competição de desenhos entre os moradores. Milhares de objetos do Brasil pra lá e pra cá, e camisetas mil. Sério, meu avô chegava todos os dias com uma camiseta nova, pra mim e pro meu irmão, com aquele mascotinho bizarro da França, de 98.

O único sinal de que o grande evento está próximo é graças aos meus coleguinhas casperianos insandecidos por figurinhas. Mas, nem sei, viu? Eles num tão burning no albúm pela Copa, mas porque é um álbum e eles precisam completar antes que o outro. Típico comportamento tonto da espécie, mas enfim, cade a alegria, minha gente?

É porque eu cresci (figurativamente)? Tudo era maior e mais colorido. No Natal é a mesma coisa. Pra mim a cidade inteira ficava cheia de luzinhas, colorida e enfeitada! Era dingo bell pra cá e pra lá. Já sentia isso na Copa passada. Na última, tínhamos acabado de ser campeões e ninguém tava animado, nessa então...


Alguém me explica?