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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Tinta+ovo+farinha+zueira = amor


Bom dia pra você que começou o dia desprezando um bixo do Mackenzie! Nada melhor para dar a largada na semana! E eu já vinha de casa pensando em um post envolvendo a temática do trote, já que hoje é dia desse ritual lindo lá na minha Cásper!

Parece que foi ontem que eu cheguei no número 900 da Paulista e disse pra um menino - que viria a descobrir que se chamava Tomiate - "Bom, acho que vc tem que passar tinta na minha cara". Em menos de cinco minutos eu já era a bixete McDonalds (fina ironia?) e fazia piadas do tipo "não me desenha um bigode pq senão vão pensar que eu faço ECA". O espírito casperiano acabava de despertar dentro de mim.

Muito do que se vê nessa época são matérias dizendo como o trote é desumano e rola humilhação pública e o escambau. Primeiro: participa quem quer. Quem não quer, fica em casa vendo novela e depois tenta fazer amigos no decorrer da estranha semana de estreia na faculdade. Pra mim, o trote foi a oportunidade pra ver como seria SENSACIONAL estudar naquele lugar! E olha que fui recebida com ovada! Coisa inédita na minha vida! E nem isso, nem a cola no meu cabelo ou o fato de ter feito a Dança do Siri por dinheiro acabaram com minha alegria! Aliás, só aumentaram!

Nada como beber pinga barata e fazer amizades instantâneas no meio da semana, isso não tem preço! Inspirada pelo maravilhoso e emocionante post de Maria sobre as coisas que vão embora com o tempo, resolvi desabafar a minha emoção por este ser o meu último trote - Casperiano, pelo menos - e isso simboliza o fim de uma era LINDA.

Você que acompanha fielmente o PPP, terá a oportunidade de ler, durante o ano todo, muitos posts sobre como a Cásper me fez tão feliz nesses últimos três anos - dos melhores da vida - e continua a fazer. Muitas águas ainda vão rolar - e lágrimas também, de alegria e emoção - e espero que esse último ano seja formado por um combo especial: os bares do primeiro ano, o JUCA de 2008, as notas do segundo ano, as festinhas de AP, as histórias mirabolantes, as aulas cabuladas de 2008/2010 e muito mais. Tudo, é claro, embalado pela batida saborosa e malemolente da bateria do Exército Vermelho!

Luis, me traz uma cerveja, uma maria mole, um chapinha MIX de Pêssego e uma catuaba, que hoje é segunda-feira e eu quero beber uma poção mágica do amor. Enquanto isso, vou ali dar uma choradinha no ombro de alguém.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Síndrome do Ferris Bueller


Minha gente brasileira! Estava eu aqui cercada da empolgação frenética das pessoas, falando mil coisas sobre carnaval, festas, bebedeiras e loucuras sexuais, e fiz uma crítica observação sobre o comportamento da galera que mais parecia que tinha um cabo de 220v enfiado no rabo.

Todo mundo fala da tal "Síndrome do Peter Pan", sabe? Um cara barbudo, peludo, de quase trinta anos de idade e com um monte de conta pra pagar, mas que acha que vai ser criança pra sempre, morar com a mãe, e brincar de tazo (tá, seria muito da hora viver brincando com tazos, mas isso fica pra outro post). A "Síndrome do Ferris Bueller", criada por mim, agora há pouco, remete a uma galera que acha que todo dia é dia de curtir a vida adoidado. Não, pessoal. Não é bem assim! Verão é pra isso, fim-de-semana, carnaval, festa, zueira, putaria, malandragem, zona e casa de massagem - esses são lugares e situações pra uma boa ESBÓRNIA.

O problema não é a questão de diversão. Não. Não julgo quem curte ser feliz. Julgo quem acha que é OBRIGAÇÃO sair pra balada, curtir um batidão e voltar acabado pra casa, tendo que trabalhar no outro dia com cara de quem apanhou na Paulista, quando saía do Gloria. O lado que ninguém curte comentar é quando a balada cansa, é ruim ou não dá muito certo. Gente, é super ok você não ter ficado trilouco e pegado o segurança/a menina do bar numa loucura frenética. É ok. Fica tudo bem. Pode ficar tranquilo.

Pô, já detestei essa vida, hoje eu até curto. Mas tem gente que parece ter problema em passar um sábado a noite em casa, vendo Super Cine e indo dormir antes da o1 da manhã. Faz muito bem ficar em casa vendo "Vai dar Namoro" e fazendo cruzadinha.

O negócio é que às vezes você simplesmente não quer passar uma hora e meia na fila pra uma balada, nem pagar R$12 (calculando por baixo) pra beber um bagulho só porque tem nome diferente e brilha no escuro. Não precisa passar pela frustração de derrubarem bebida no seu pé, perderem sua bolsa ou até mesmo vomitarem do seu lado. Ah, sem contar o contato humano forçado pelo número de pessoas por metro quadrado. Tem muito cara babaca que enche o saco, menina feia que te persegue, música ruim, pé dolorido, calor insuportável, surdez e, muito pior ainda, uma ressaca, que nem é de bebida, mas sim consequência de uma noite dessas tipo "Férias Frustradas".

Ai, que saudade das festas da Cásper...