Poucas vezes na vida - ou nenhuma - comecei uma frase com "o filósofo X uma vez escreveu que...". Mas como pra tudo há sempre uma primeira vez: O filósofo Martin Heidegger uma vez escreveu, em seu livro "Ser e Tempo", que estar só é a condição original de todos nós, seres humanos. A solidão pode ser benéfica ou não, só depende do seu jeito de encarar as coisas: pode se sentir melancólico ou livre. A escolha é sua. Segundo ele, cada um de nós é só no mundo. E é bem verdade. Já disse minha mãe que "a gente nasce sozinho, cresce sozinho e, inevitavelmente, morre também sozinho". Pode parecer sombrio e depressivo, mas é a mais pura verdade.
Essa é uma das duras realidades da vida. Já relutei muito em aceitar essa ideia, até porque a gente vive cercado de pessoas de quem gosta - e muitas vezes há uma recíproca - e sempre tem momentos de plena felicidade, amor, amizade, enfim. Mas no duro, no duro, Sílvio, a gente é pela gente mesmo. Eu curto muito ser pelos outros, mas acabo vendo que as pessoas sempre são por elas em primeiro lugar. Palmas, decisão certinha. Ser demais dos outros significa ser de menos pra você. E cê só se fode, viu, Luis? Pode parecer filosófico demais, mas assim também são as mesas de bar.
Outras realidades cabem aqui, tipo que não adianta quantas pessoas boas existam por aí, sempre vai ter uma grandessíssima pessoa filha da puta tentando estragar o seu dia. Ou ela vai fechar você no trânsito ou tentar arrumar briga com você na fila do cinema porque vocês esbarrou nela e caiu um pouco de pipoca no chão. Existe a dura realidade de que não importa o quanto você se esforce, haverá sempre um flanelinha te seguindo pra "olhar" seu carro, um lavador de vidro pra jogar uma substância X e manchar seu vidro, uma pessoa bem-intencionada pra falar aquilo que não devia, na hora menos favorável possível, e cagar na sua conversa.
A noite de domingo é sempre pesada. Com o futebol uma merda pro meu time também, não houve vantagens. Mas nada que meia hora de Justin Timberlake pagando bundinha não resolva. O negócio é seguir em frente, porque a semana é cheia de TCC e, se Deus quiser, terá uma chave de ouro fechando tudo isso.
Aguardem.
Luis, desce tudo que você tem aí em dose dupla. Quero dormir como um bebê hoje.
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Deusa, louca, feiticeira
Luis, hoje é sexta-feira e eu quero ter um bom papo! Deixo a pinga e a petiscagem pra mais tarde, pois ainda estamos em horário comercial.
Quem nunca viu "Os Normais" não sabe o que está perdendo. De verdade, depois de Sai de Baixo (até a 3ª temporada, mais ou menos), esse é o melhor seriado humorístico da televisão brasileira! Vani e Rui conseguem representar um casal que, de fato, é super normal. Sabe, não é aquela coisa de conto-de-fada, príncipe encantado e mocinha delicada. Existe muito mais verdade em mostrar um casal tendo uma briga homérica por uma estupidez tipo mexer no computador, do que em dois apaixonados que fogem pela floresta num cavalo branco. É ou não é?
Quem nunca, né? Mas, enfim, meu foco é na grande musa desse programa: Vanilce, ou Vani, para os íntimos. Ela é a personificação da paranoia delirante, ou seja, da mulher em si. E olha, ela não tem nada demais, se a gente for pensar, porque ela é mais magra que o normal, não tem bunda, não tem peito, não é a mulher mais linda do mundo, mas é PURO CARISMA. Lembrando do post da Maria sobre a Garota de São Paulo, Vani, apesar de carioca, é bem dessas mesmo, que fica filosófica quando faz escova no cabelo, chora pelas roupas que sacaneiam ela, e vive um eterno conflito baixo e angustiante com sua pior inimiga: ela mesma. Não é fácil ser Vani. Nunca é fácil ser a gente, né?
"Sou eu, aliada a mim mesma... contra mim! Sempre ali, me puxando o tapete, me puxando o tapete..."
Vou dizer aqui que ela é uma das poucas figuras femininas que me inspiram. Sabe, ela é a MULHER MODERNA. O que falta no peito, sobra na atitude, sem contar que ela é meio retardada e sem-noção - coisa que quase toda mulher que eu conheço também é. E ela super domina o relacionamento. Quem assiste e vê o Rui galinhando, pensa: "Gente, mais trouxa que isso, nada né?" Mas, não, ela tá bem por cima da carne seca, com ele comendo na palma de sua mão - e vira e mexe rola uns Márcios Garcia pra ela dar uns peguinhas. Nada mal, né? Eu num tô recusando.
Acho que o vídeo acima diz bem sobre ela. Bem queria eu mandar nego enfiar as coisas no rabo do cu, sambar em cima da cama, cheia de sex appeal, fazendo a Dança do Passarinho com a maior classe e compostura que eu já vi, porque afinal de contas, "a dança do passarinho não é palhaçada, é uma coisa séria, criada pra desenvolver a coordenação motora da criança". Queria ter colhões pra pintar meu cabelo de loiro Dinamarquês e sair por aí falando pras pessoas que meu nome é Svenka ou Svunda e curtir a vida no anonimato.
O importante é que Vani carregará, pra sempre, um pouco de cada uma de nós dentro de si. E, olha, só queria dizer que Fernanda Torres - que interpreta a personagem - não deve ser nada - eu disse NADA - diferente dela. Fica a dica.
Quem nunca viu "Os Normais" não sabe o que está perdendo. De verdade, depois de Sai de Baixo (até a 3ª temporada, mais ou menos), esse é o melhor seriado humorístico da televisão brasileira! Vani e Rui conseguem representar um casal que, de fato, é super normal. Sabe, não é aquela coisa de conto-de-fada, príncipe encantado e mocinha delicada. Existe muito mais verdade em mostrar um casal tendo uma briga homérica por uma estupidez tipo mexer no computador, do que em dois apaixonados que fogem pela floresta num cavalo branco. É ou não é?
Quem nunca, né? Mas, enfim, meu foco é na grande musa desse programa: Vanilce, ou Vani, para os íntimos. Ela é a personificação da paranoia delirante, ou seja, da mulher em si. E olha, ela não tem nada demais, se a gente for pensar, porque ela é mais magra que o normal, não tem bunda, não tem peito, não é a mulher mais linda do mundo, mas é PURO CARISMA. Lembrando do post da Maria sobre a Garota de São Paulo, Vani, apesar de carioca, é bem dessas mesmo, que fica filosófica quando faz escova no cabelo, chora pelas roupas que sacaneiam ela, e vive um eterno conflito baixo e angustiante com sua pior inimiga: ela mesma. Não é fácil ser Vani. Nunca é fácil ser a gente, né?
"Sou eu, aliada a mim mesma... contra mim! Sempre ali, me puxando o tapete, me puxando o tapete..."
Vou dizer aqui que ela é uma das poucas figuras femininas que me inspiram. Sabe, ela é a MULHER MODERNA. O que falta no peito, sobra na atitude, sem contar que ela é meio retardada e sem-noção - coisa que quase toda mulher que eu conheço também é. E ela super domina o relacionamento. Quem assiste e vê o Rui galinhando, pensa: "Gente, mais trouxa que isso, nada né?" Mas, não, ela tá bem por cima da carne seca, com ele comendo na palma de sua mão - e vira e mexe rola uns Márcios Garcia pra ela dar uns peguinhas. Nada mal, né? Eu num tô recusando.
Acho que o vídeo acima diz bem sobre ela. Bem queria eu mandar nego enfiar as coisas no rabo do cu, sambar em cima da cama, cheia de sex appeal, fazendo a Dança do Passarinho com a maior classe e compostura que eu já vi, porque afinal de contas, "a dança do passarinho não é palhaçada, é uma coisa séria, criada pra desenvolver a coordenação motora da criança". Queria ter colhões pra pintar meu cabelo de loiro Dinamarquês e sair por aí falando pras pessoas que meu nome é Svenka ou Svunda e curtir a vida no anonimato.
O importante é que Vani carregará, pra sempre, um pouco de cada uma de nós dentro de si. E, olha, só queria dizer que Fernanda Torres - que interpreta a personagem - não deve ser nada - eu disse NADA - diferente dela. Fica a dica.
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
De sainha

Lulis, chega mais... vem pra perto de mim!
Salve, salve, galera do caldeirão! Segunda-feira, dia gostoso pra querer morrer. Quase duas horas da tarde, você já tomou decisões erradas na hora do almoço. Quebrou a dieta, a lógica e o ar condicionado não tá garantindo sua sobrevivência.
Sabe, não tá fácil pra ninguém. Segunda é aquele dia que você reflete sobre o final de semana, das atitudes que você tomou (ou não) e os lugares frequentados. E cada vez mais eu chego a conclusão que eu sou um grande desgosto para mamãe.
Não pinto minhas unhas com cores fluorescentes, não faço chapinha, não vou pra balada de scarpin rosa choque, não tenho colírio, nem óculos escuros. Gosto de me enfiar em lugares de pura maloqueiragem, beber cerveja a preços módicos, pagodear, suar e ser feliz com o pé sujo.
Aí, sua mãe te dá vários sermões porque você gosta de fazer viagens sem saneamento básico, durmir no chão, tá sempre de regata e come qualquer coisa na rua. "Ana Maria, mulher tem que ser fresca, tem que ser recatada... não sei da onde você saiu".
Sério, sinceramente eu não sei qual a graça de se arrumar inteira toda sexta/sábado, passar um puta reboque na cara, gastar fortunas pra entrar em baladas frescas, cheias de gente metida, ter uns papinhos sobre roupas e dar o cu pro cavalo.
Verdade.
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verdades
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Da série: sabedoria milenar

"Filho, quando você participa de eventos esportivos, não importa vencer ou perder, e sim o quão bêbado você fica"
Homer Simpson
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domingo, 25 de abril de 2010
Ode à Doxa
Gostosuras!
Como estão vocês? Bem, hoje serei objetiva (not)! Mais do que nunca, estou toda trabalhada na prolixidade! E após um tranqüilo fim-de-semana, queria voltar a escrever aqui para vocês, meus docinhos de coco queimado!
Hoje vi "Atividade Paranormal" e devo dizer que, como cagona de plantão, dessas que tinha medo do Chucky e do Máskara (sim, medo do Máskara! Eu tinha 10 anos de idade e o cara era verde e transformava bexigas em metralhadoras! Sem contar aqueles dentes enormes e o formato do crânio dele que ficava exposto! Leave me alone!), eu não senti nem calafrio vendo esta obra "Bruxa de Blair" wannabe.
Só quero concluir minha pequena crítica dizendo: se a sua namorada está possuída pelo demônio, não fique correndo atrás dela com uma câmera, cara. Vai dar merda. E todo mundo sabe que todas nós ficamos possuídas pelo demônio pelo menos uma vez por mês.
Bem, não era isso que eu queria colocar em pauta hoje! Quero voltar no tempo, para 2008 - parece longe - em uma aula de Filosofia do meu primeiro ano na Cásper. Dimas, o professor (?) falava sobre doxa e alethea, conceitos de Platão (eu acho) sobre opinião e verdade, respectivamente. Eu e minhas colegas espirituosas conseguimos desenvolver conceitos muito bacanas sobre isso. Tentando lembrar de alethea, saiu "a leitoa", e em um momento de desespero, no dia da prova, foi proferida uma frase que ficaria para a posteridade: "Ai, me dá um copo de doxa com gelo" - se não me engano, Ana Maria recebe os créditos.
Resumindo, doxa se tornou, para nós, a marca de uma bebida alcoólica a ser inventada, e a leitoa (alethea) continuaria sendo a "verdade". No fim das contas, veio o slogan "A doxa entra, a leitoa sai". Pra quem não entendeu, eu faço uma pausa simbólica para que releia o texto e, como diria Raul, teeeente outra veeeez!
(...)
Ok? Continuando. Tudo isso foi dito para chegar no ponto alto do post: as verdades que dizemos quando bebemos!
Nada mais justo do que dizer que o álcool (não o de limpar mesa e acender churrasqueira) é uma poção do amor! Não só faz as pessoas estarem mais dispostas a amar (yeah, baby!), mas também as torna mais carinhosas, sentimentais, amáveis e emotivas. Quando a gente gosta, é claro que a gente cuida, já diria Caetano. E quando a gente bebe, ah, é claro que a gente ama!
Amamos nossos amigos, o garçom, o lugar onde estamos, estranhos completos, amamos nossos copos cheios, amamos os mendigos, amamos a vida, o mar, a calçada, os pássaros, aquele cara bizarro que tem um olho de vidro, a nossa mãe, a sua mãe, os nossos "ex", os atuais alheios, os cães, as pombas, e muito mais. Beijamos uns aos outros, abraçamos os companheiros, cantamos, e muitas vezes até lambemos a cara (ou o que você preferir) de um bom amigo.
Mas o que mais fazemos? Nos declaramos! Contamos as verdades escondidas em nossos corações! Seja de amor ou de ódio. Tudo que está dentro, sai! E não, não estou falando do momento de gorfar no banheiro, mas está valendo também.
É nessas horas que resolvemos brigas mal-acabadas, dizemos e mostramos o quanto gostamos daquele bom amigo que só sabemos xingar na sobriedade, xingamos quem não gostamos, arrumamos brigas com quem a gente até curte, mas por bobagem, perdemos a compostura, choramos e contamos segredos desses que nem ousamos pensar! Fazemos ligações que nos farão querer morrer depois, e mandamos mensagens sem sentido que, talvez, um dia, no futuro, descobriremos o que significa, ou até mesmo poderá ajudar a desvendar mistérios de uma noite de bebedeira.
Essa é a beleza da bebida, birita, do goró, da cachaça, da gelada, enfim... da DOXA.
Quem nunca ficou rico quando estava mamado, e nunca amou quando ficou embriagado, por favor, queira se retirar. Você não sabe viver a sua vida! E não importa o embaraço do dia seguinte, tudo que foi, valeu a pena!
Então, vem comigo nessa loucura! Engula essa doxa e libere toda a leitoa que vive cochilando dentro de você! Não há sensação melhor no mundo!
Amo todos vocês como irmãos, cara! Sabe? Desses que você não encontra todo dia, não, velho! Se precisarem de mim, PARA O QUE FOR, por favor, me chama que eu venho correndo!
Dá cá um beijo!
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