terça-feira, 10 de agosto de 2010

Pois é...


Mocidade!

Como vão? Bien?

Falar de cinema é um bagulho que eu gosto de fazer. E gosto mais ainda de falar de filme que provavelmente geral não vai gostar - embora eu pense que esse é exceção.

Não vou falar muito da película. Deixarei o trailer exemplificar e mostrar o que o filme tem pra oferecer. Vou deixar pra opinar sobre o que passa na historia. Um casal. A menina chega pro cara e diz que vai embora e faz uma proposta: uma hora para eles conversarem sobre o relacionamento antes dela partir de vez. E assim vai.

É uma sequência de pequenas coisinhas clichês, e outras bastante engraçadas. O filme tem um humor inteligente - graças ao cara e a alguns coadjuvantes - e é fácil de assistir. Sem contar que fala diretamente com a nossa geração - é cheio de referências.

O que faz eu curtir muito é o assunto tratado. Por aí há várias pessoas que tem que lidar com alguém indo embora. Seja pelo que for, a partida de alguém sempre é meio dolorosa. Eu mesma não curto me despedir de quem tá indo ali, na padoca, imagina pra ir embora de verdade - e pra longe.

Assim como dizem que, quando vocês está prestes a morrer, passa um filminho das coisas mais marcantes da sua vida na sua mente, quando alguém vai embora, é impossível não rolar um flashback de tudo que foi bacana, de todos os momentos meio embaraçosos que te fizeram querer morrer, e tudo mais. E o mais engraçado é que, você só nota o quanto entendia daquela pessoa quando começa a falar dela para os outros.

"Se fulano tivesse aqui, surtava! Ele detesta gente folgada na fila do caixa", "ah, se ela visse isso, ia fazer cara de nojo e falaria que ia vomitar em você! Esse tipo de coisa ela leva muito a sério", "certeza que se ele estivesse aqui, já teria comido tudo que tem na mesa. Parecia que o cara dormia amarrado toda noite!", e etc.

O bacana fica em pensar nessas coisas e em como se "aprende" sobre os outros em pouco tempo, e quando esse conhecimento todo vira "inútil", você passa a ser um conhecedor de alguém que está longe, mas que um dia aí pode aparecer, ou que você pode encontrar em qualquer lugar.

Essa é a graça, entende? Todo o seu conhecimento guardado ainda vai servir pra alguma coisa... Nunca se sabe quem vai estar na esquina quando você estiver voltando do mercado, nem quem vai ligar no seu celular na hora do filme, e nem quem vai aparecer no seu prédio e tocar seu interfone, bem na hora que vocês estiver entrando no banho.

Percebe? Pois é.


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Da série: sabedoria milenar


"Filho, quando você participa de eventos esportivos, não importa vencer ou perder, e sim o quão bêbado você fica"
Homer Simpson

domingo, 8 de agosto de 2010

Who's your daddy?


Opa! Firme?

Hoje é domingo - pé de cachimbo - e eu odeio. Odeio domingo, e se não falei disso aqui, alguém mais deve ter falado. E sabe outra coisa que eu odeio no domingo? Duas vezes por ano é pior do que o normal: dia das mães e, como hoje, dia dos pais.

Não vou ser hipócrita. Assim como todas as datas (Natal, Páscoa, dia do Índio), o Dia dos Pais era muito legal quando eu era criança. E continuava sendo bacaninha enquanto meu pai estava presente. Porém, já não é mais. Pra quem tem o pai do lado, ou mesmo que more longe mas que é bacana, aposto que esse dia ainda pode ter algum significado. Já para aqueles que, como eu, os perderam, ou então filhos de pais totalmente ausentes, distantes, frios e babacas, é um dia inútil.

O que eu quero expressar aqui é só meu desgosto pra esse dia, em especial, como o das Mães. A pretensão, como sempre, é reunir a família em um almoção de domingo, onde estarão todos contentes, brindarão, darão "VIVA!" aos pais e trocarão presentes. Não, isso não acontece.

Como a noite de Natal - para muitos - esse tipo de data é símbolo de discórdia, briga, gritos, socos na mesa e cara feia all day long. Nada contra a família nem o pai de ninguém. Ó, longe de mim! Mas eu aposto um braço que é verdade isso, pra maioria.

Sinceramente, hoje em dia, essa data tem zero significado pra mim, e fico contente que tenha ainda pra muita gente, e gostaria ainda de viver aquela alegria bonitinha da infância, da surpresa pro cara, da ansiedade do momento de dar "bom dia", e coisas do tipo. Mas já foi. Eu não faço mais parte do público consumidor. Eu não interesso. Tampouco os outros iguais a mim.

Honestamente também não sou adepta do "todo dia é dia do pai", "todo dia é dia da mulher", e etc., mas acho importante ressaltar que uma data dessas mais fere - no meu caso - do que alegra. Pensava nisso no colégio, quando rolava aquela hora de "vamos fazer um presente pro papai/mamãe". Rolava um desconforto de vários coleguinhas - e a tristeza de muitos - e o discurso tinha que mudar pra "presente pro papai/mamãe/vovó/vovô/responsável".

A data eu detesto, a intenção malígna e comercial também. Aqueles que realmente acham bacana comemorar e ter um dia só pra eles, eu admiro. Quanto ao meu pai... Bem, eu o presenteei enquanto pude, e hoje em dia eu penso nele todos os dias. O amanhã tem outra cara, depois passa. Como tudo. Tem muita coisa boa pra lembrar, um dia só não seria o suficiente.

O que eu espero agora é que ele tenha curtido também todos os dias que foram DELE, como pai.

Sei que ninguém perguntou também, mas o blog é meu e eu escrevo o que eu quiser - me processa! -, inclusive desabafos desnecessários.

Voltando...

Espero que o meu pai tenha curtido o melhor presente que eu acho que dei pra ele. E que eu sei que ele vai usar pra sempre. Nada mais do que uma gravata. Vista daqui do meu quarto, pela janela. Uma gravata vinho, jogada no canto da quadra do prédio, que deve ter voado por alguma janela e veio parar na minha mão. Dali, foi pra uma caixa, com um papel de presente e um cartãozinho: "Achei no chão! Feliz dia dos Pais!"

=)

Análise religiosa


Solucionei muitos conflitos religiosos sobre a existência de Deus ou de algo poderoso que vive acima de todos nós.

É simples: se aparece nos Simpsons, existe.

Beijos

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Pegar carona nessa cauda de cometa

Mas que deleite voltar à escrever no blog - e na vida! Posso dizer com firmeza que o PPP voltou das férias muito mais profundo e filosófico (ha-ha). Com certeza, as calles* do mundo nos ensinaram muito e agora estamos aqui para repassar essa sabedoria adquirida nos últimos dias.

Até por que, não é todo dia que se pode conversar sobre política e economia de países de terceiro mundo com um traficante argentino, chamado Hernan, em plena praça pública. Tudo isso regado à muita tequila Distrito Federal - 8 reais -, a mais pura de todas. A tequila que te transforma em diplomata. Faz você falar diversas línguas.

Agora, não sei se é a idade ou a empolgação causada por substâncias químicas alojadas no organismo após quase três anos na bela Cásper Líbero, mas me invade uma grande vontade de jogar tudo pro alto, colocar uma mochilinha nas costas e preparar o dedão pra pedir caronas e cair no mundo.

E olha, ta aí uma coisa que eu sempre quis fazer da minha vida! Dar uma escapada, sabe? Cantar Cruisin' com a Gwyneth Paltrow e aquele cara peludo, ou então entrar em um conversível com a Britney Spears e suas amigas de infância, parar em um bar de estrada e ganhar uns dólares cantando I Love Rock'n'Roll.

Afinal de contas, quem nunca quis isso, né, gente?

Quero ainda beber cerveja em continentes diferentes, estados - espirituais e físicos - diferentes, ficar bêbada em idiomas diversos, falar sobre paz e vegetarianos com, sei lá, uma cafetina da Guatemala. Coisas que vão realmente mudar o meu ser.

Um dia aí, quem sabe? Quem tá comigo? Anybody? No?

* ruas, em espanhol

Da série: uma imagem vale mais do que mil palavras

Algumas coisas nunca mudam



Ai, Luis... me traz um guaraná, porque eu não bebo mais!

Depois da nossa sentida ausência nesse enlouquecido blog, Carol e yo estamos de volta. Claro, porque ninguém aqui lembra dos outros dois folgados participantes, que não se dão nem ao trabalho de sei lá, postar uma foto... um video! Acabou a Copa e ninguém falou nada. Em breve farei um post sobre isso.

Mas, vamos agora as mudanças: um tempo longe de casa, você pensa que vai voltar e tudo vai ser diferente e que tudo mudou... mas não, alguma coisa não aconteceu. Sabe porque? Porque a sua mãe vai tá sempre ali, te lembrando o porque você curte tanto essa tal liberdade perdida.

Mãe tem um talento especial pra criticar, e pra arranjar coisas pra te dar um sermão. Que seu cabelo é um lixo, que você parece um cachorro, que você tá gorda, que seu quarto é um chiqueiro e que seus sapatos não são dignos de gente.

Aí, quando você pensa que tudo acabou, você toma uma lição de moral, as 6 horas da manhã, por causa de um ovo quente. Afinal de contas, se você não avisa a tempo dela colocar os dois ovos ao mesmo tempo na água pra cozinhar, você não tá pronta pra vida. Tem que aprender a ser gente! Assim não dá mais, Ana Maria!

Chupa esse ovo.

Back to Black


Tem pó no blog, sabe?

Faz uns seis anos que ninguém posta aqui, o bagulho tá jogado às traças, uma vergonha para os milhões de leitores ansiosos. Na verdade, como eu sei que, no máximo, umas três pessoas - contando comigo - vão ler isso, nem vou escrever algo relevante.

Ana Maria y yo passamos um mês fora, praticamente, na doce e fria Argentina, e agora que estamos de volta não queremos mais nada da vida, a não ser fanfarrear ao som de um belo tango (not). Mas rola esse espírito do mal que toma conta da gente e nos faz querer ir pra todos os lugares do mundo, vivendo à base de um dinheiro magicamente depositado em nossas contas e de pequenos trabalhos esporádicos.

Pero, como ninguém aqui é milionário, nem vive no primeiro mundo, onde o seu dinheiro vale mais do que o de todo mundo - tirando aquela parte tensa do Leste Europeu -, uma hora a gente tem que voltar pra fucking realidade de busão a R$ 2,70, trânsito, faculdade e falta de emprego decente.

Vontade de fazer as coisas SOBRA, né? Mas daí pra poder fazer, é um longo caminho...

Problema agora é ter que pensar em TCC, em arrumar trabalho, em ter uma vida decente, deixar família com orgulho - e não mais com vergonha e/ou desgosto -, conseguir ser um bom cidadão, ler livros, ver filmes, reciclar, plantar árvores, amar os animais, dirigir sem falar palavrão e sem atropelar motoqueiro - difícil.

Ah, a verdade é que depois que você sai e faz uma coisa assim, tipo viajar, sair de perto da rotina e de tudo, quando volta, tudo parece uma grande bosta! Bate aquela depressão pós-divertimento sem fim, e você sonha em ser, sei lá, Jack Johnson, que é rico, vive surfando, tocando violão e viajando pelo mundo pra... bem, surfar e tocar violão.

Podia rolar um time out depois de férias, um intervalinho pra você sentar e assistir um pouquinho as coisas acontecendo, manja? Não é bem não participar das coisas que acontecem ou fugir de responsabilidades, mas simplesmente deixar pra ver o que passa se você só der um pulinho fora.

Custa nada, né?

Pronto, acho que um pouco do pó foi removido... Vou trabalhar nas teias de aranha.


domingo, 4 de julho de 2010

Da série: A arte de fazer amigos


Hola, como estás querido blogueto!

Hoje vou falar de uma mística há muito tempo esquecida: a arte de fazer amigos. Todos acham que á muito simples construir amizades, sá procurar aqueles com mais afinidade ou continuar convivendo com outros que cresceu junto e a vida impôs a sua amizade.

Mas nao é bem por aí. Amigos nao se medem em espaço de tempo, em quantidade e, sim, em qualidade. Nao é por que você conhece alguém desde o maternal que ele é seu amigo. Talvez quem você conheceu há um mês na fila do dog pode ser o seu melhor companheiro e nem ter se dado conta disso.

Amigos sao capazes de ficar longos minutos em silêncio sem se importar, dividir experiências únicas e sempre aprimorar a amizade. Intimidade existe para ser quebrada. Afinal, nunca se sabe quando voce vai vomitar rosbife na frente dele ou dividir suas agonias no momento da cólica intestinal.

Amigos vem e vao. Sao passageiros. Algumas amizades sao justamente especiais pelo pequeno espaço de tempo que duraram. É sempre bom estar aberto às novas oportunidades e encontros da vida. Quando se fecha a cara e anda de cabeça baixa, você perde chances de talvez encontrar um amigo até mesmo na rua.

Por isso, fique esperto. Um grande amigo está sempre escondido por aí: na promoçao da balada, no trabalho perdido, na fila da biblioteca ou na agonia da madrugada. Afinal, todos precisam de alguém para segurar a porta do banheiro, em um momento de aperto.

ps.: desculpe a falta de acentos. problemas técnicos de localizaçao.

domingo, 27 de junho de 2010

[foda-se]


Oie!

Eu não vim aqui falar de nada específico... Acho que hoje fui pega pela depressão de domingo! E olha que o Fantástico nem acabou ainda e amanhã eu não preciso ir trabalhar porque que pedi demissão! Aliás, um beijo grande pra todo mundo que já pediu demissão pelo menos uma vez na vida, porque não é tão fácil quanto parece!

Enfim, tenho orgulho de dizer que é a SEGUNDA vez que eu peço demissão pra ir viajar. Se bem que a primeira vez foi mais porque eu trabalhava com o sobrinho distante do CAPETA e queria exorcizar aquela zica da minha vida, muito mais do que só pra ir viajar.

Eu e Ana Maria Maricota partiremos para a terra dos hermanos-rivais-maledetos-de cabelo tenso logo menos, em uma semaninha e nos arriscaremos em uma aventura louca! Torçam por nossa sobrevivência, porque eu tô bem me vendo arrumar briga por causa de futebol.

Acho que eu queria passar a saudável mensagem de que, às vezes, a gente sacrifica algo - um emprego, por exemplo - pra achar algo diferente, que vai ser melhor, ou pior, ou mais divertido, enfim, que vai quebrar uma rotina que pode matar a gente. Esse é o segredo: não deixar a rotina tomar conta de você. Às vezes faz bem tocar o foda-se

Uhul! Tô me sentindo muito aventureira, uma louca!

Bem, era isso...

Beijo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Se fode ae, bonzão!


Hoje eu tô on fire e ai de quem quiser me impedir! Se o Luis estivesse por aqui, eu pediria uma maria mole caprichada!

Depois de falar da galera sem noção que fica de "mimimi" o dia todo, de "blábláblá" em todos os cantos, quero falar dos amigões desses aí: os bonzões. Sabe aquela historia de que todo mundo tem um amigo mentiroso, um amigo gordinho engraçado (opa!) ou, sei lá, um amigo meio viado? Então. Todo mundo tem um amigo meio BONZÃO.

Deixe-me descrever o bonzão. Ele (ou ela) está sempre por cima, sempre sai na vantagem, sempre tem as melhores ideias; o que ele faz é que é bom, o que você faz é um lixo perto do que ele faz; aliás, ele não faz, ele executa, porque isso o faz parecer ainda melhor do que ele é - ou acha que é. O bonzão não faz nada, tem quem faça pra ele, o cara - ou a menina - é sempre o dono da situação. Incrível! Ai, como o bonzão é descolado, não?

Não.

O bonzão aqui, sobre o qual venho falando como uma chata também é conhecido, na rodinha, como o mala. E acho que todo mundo sabe o que isso significa. Ele pensa que é malandro, mas não é, o que faz dele um perdedor. Pensa que manda na situação, mas não manda, o que faz dele meio patético - pra não falar pior.

Esse nosso amigo fala bastante, mais que a boca, é cheio de histórias e tem toda a atitude de quem manda no mundo. Ele é tipo um argentino, saca? Olha, eu vou para a Argentina em pouco tempo, e minha maior dificuldade será lidar com as caras desses filhos-da-mãe, essa cara de "É, eu sei. Eu sou foda." Vai ser complicado.

Mas sabe qual a melhor vantagem de ter o amigo bonzão, e conviver com ele? Assim como quando a pessoa que fala merda toma uma bronca pelo que diz, não há nada melhor do que ver o bonzão cair do cavalo! Tomar uma rasteira, se ferrar, se dar mal. Ser dominado pela situação, levar o toco, tomar o golpe, ser o idiota da vez, caindo na rede de um outro bonzão.

E aí, cara? Você não é o foda? Como fica agora?


Yada, yada, yada


Ôpa!

Diz uma coisa pra tia aqui. Por que tem gente que não consegue calar a boca? Não estou me referindo exatamente à pessoas que falam muito. Repito: não estou me referindo EXATAMENTE. Falo daquelas pessoas que só abrem a boca pra falar merda, e quanto mais elas falam, pior fica, e quanto mais elas elaboram, a merda cresce.

Eu sou do tipo de pessoa que, às vezes, fala muito, outras, pouco, e tenho minha cota de bobagem falada diariamente, mas aqui trato de um tipo de gente que simplesmente não dá pra conviver todos os dias. É quase uma nova espécie de ser humano, e nada evoluído - como um primata que só sabe arrastar as mãos e vomitar idiotices.

Impossível que eu seja a única - e sei que não sou - mas gente que fala demais irrita muito. Aquela pessoa que quer conversar com o professor, junto com a sala toda, sobre a real intenção de Umberto Ecco, ao escrever Apocalípticos e Integrados. Vai pra casa, filho da puta! Lê a merda do livro e marca um encontro com o professor no Frans Café! Não vem encher o saco no meio da galera!

Isso é só um exemplo de gente que não se manca que está falando além da conta. Exemplos famosos disso: Faustão e Galvão Bueno. Pronto. Tem gente que acha que é maldade ficar falando de quem abre demais a boca. Tem dó? Vai lá trocar uma ideia com o Galvão Bueno sobre, sei lá, a Copa de 98, ou vai bater um papo com o Faustão sobre... Melhor, tenta bater um papo com o Faustão sobre qualquer coisa. Se você conseguir, me liga!

Acho que o silêncio está perdendo o seu valor. As pessoas preferem falar e provar que são idiotas do que ficarem caladas e deixar os outros na dúvida. Sigam um pouco da filosofia de vida de Homer Simpson, que sempre bate pequenos papos mentais com a sua própria cabeça antes de agir. Mas como ele é meio burro, não funciona. Seja parcialmente como ele.

Eu voto no silêncio. E sabe o que mais? Vou mandar um abração pra galera que insiste em falar que "ai, essas vuvuzelas da Copa do Mundo são muito irritantes!". Pessoal, sou mais uma vuvuzela fritando meu tímpano do que um pentelho reclamando de um barulho que ele escuta pela televisão.

Dica: botão "mute", abrace essa ideia.

Beijos.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Não espero mais nada da vida


Vuvuzelas me acudam. Sério.

Preciso de um som ensurdecedor em minhas orelhas para desviar meu pensamento do CHOQUE que eu sofri agora. A vida é cheia de artimanhas. Sabe? Você dorme mal a noite, nem dá pra usar o verbo "dormir" na oração propriamente. Vai pro seu futuro ex-estágio, faz trocentas coisas, faz uns corres loucos pros trabalhos da faculdade e se estressa mais ainda com outros.

Faz provas, toma Ice Tea no ouvido e se fode na vida. Aí, você chega em casa e o que é obrigado a descobrir?

Danielle Winits aumenta tatuagem para homenagear o namorado, Jonatas Faro

Porra, Danielle! Porra, Winits! Porra, vida! Que merda é essa? Alguém me explica? De verdade, o que leva uma pessoa a cagar na vida dela tantas vezes? Só eu vejo que ela tá pegando um mulecote? Que ele é praticamente imberbe? Que ela tem um filho de colo? Que ela era namorado do Marco Mastronelli? Que só eu lembro disso?
A tatuagem é brega, tudo isso é ridículo. Meu deus. Isso supera até a seleçãozinha "I love jesus" do caralho. Nada contra jisãs.

Obrigada pela atenção

ps: Vejam o NÍVEL da troca:


Já que ela tem todo esse instinto maternal, pegando o moleque pra criar, por que ela não cuida do próprio filho? Ah, já sei! É por que o Cássio fica ainda mais gostoso nessa vibe "pai solteiro". Valeu, Danny. Nesse você mandou bem. Serião.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Que beleza de Copa!


Luis!

É fato quase consagrado que essa Copa do Mundo, em termos técnicos, está uma porcaria! Tirando o time alemão e as individualidades argentinas, o mais importante torneio da Terra está sofrível.

No nosso querido boteco China, já foi posta a discussão se ela será pior que a de 1990. Se lembrarmos que na Itália existia um punhado de craques, então, a primeira copa africana já tem seus dias contados. Afinal, tinhamos: Maradona, Cannigia, Matthaüs, Klinsmann, Völler, Illgner, Van Basten, Gullit, Rijkaard, Koeman, Lineker, Gascoigne, Milla, Butragueno, Preudhomme, Scifo, Renato Gaúcho, Valderrama, Higuita, Rincón, Vialli, Zenga, Maldini, Baresi, Baggio, Savicevic, Hagi, Raducioiu, Brolin, Ravelli, Francescoli....

E hoje? Acredito que as poucas belezas da Copa são as belas mulheres dinamarquesas e holandesas, que hoje, foram a melhor coisa daquela partida.


Se não vai no futebol, um brinde as mulheres!


A conta!

Ô, vida amargurada!


É, meus queridos, o mundo é muito injusto! Vivemos em uma sociedade em que a imagem, o talento mínimo, a sorte, podem fazer de você um cantor, ator, modelo, ou empresário de sucesso... O que dizer então, quando a pessoa não é nem cantor, nem ator, nem modelo, nem empresário, nem nada, mas acaba tendo sucesso sendo um pouco de tudo. O pior, nem bonita e nem gostosa é!

Pois bem, meus caros, é o caso da nossa ilustríssima colega Preta Gil. Alguém aí sabe dizer o que ela faz da vida? Pois bem, agora eu sei! Aparentemente trata-se de uma belíssima jornalista esportiva. Sim, é verdade!

Não é segredo para ninguém que esse blog é formado por estudantes de jornalismo. Pessoas que lutam para conseguir um diploma para exercer essa honrada profissão (mesmo que para isso não seja necessário um diploma). Por isso, talvez, a raiva ao ver isso:

http://pretagil.blog.terra.com.br/2010/06/14/gol-de-cacau/

Pois é, a nossa idolatrada filha do Gilberto Gil possui um blog sobre a Copa do Mundo. E o pior, para escrever coisas do tipo: "Devo confessar que eu gostei do que eu vi, principalmente pelo quarto gol, que foi marcado por um brasileiro naturalizado alemão chamado, nada mais nada menos, que Cacau, apelido do meu marido!"

Diante deste belíssimo cenário, sou obrigado a concordar com a alma maravilhosa que postou o seguinte comentário sobre o post da amada Pretinha: "Ô Jabulani… vai comentar trio eletrico sua chupeta de baleia…coisinha sem talento". Juro que não fui eu!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Passando a régua



Póóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóó!!

É ao ritmo de vuvuzelas que eu começo este saudoso post - saudoso, pois marco aqui o fim das polêmicas e conturbadas enquetes: melhor cerveja de garrafa, lata e o melhor petisco. E abro passagem para outra um tanto quanto atrasada: quem será o campeão da Copa do Mundo?

Mas, assim como Jack, vamos por partes. Primeiramente, venho anunciar que no quesito Melhor Cerveja de Garrafa, a Brahma ganhou de lavada de suas oponentes - não teve pra ninguém. Com um placar elástico de 13 votos contra os míseros 4 da Bohemia. E na lanterninha a Skol, com apenas 1 solitário.



Já na categoria Melhor Cerveja de Lata, a disputa foi mais acirrada. Com nova vitória da Brahma com 8 contra os 6 votos da Itaipava! Quem diria, não é mesmo Cadelão? Zombaram de mim quando expus meus gostos, mas a voz do povo é a voz de deus. E não é que não estou sozinha nesse paladar bizarro? Skol e Bohemia também pontuaram, ambas com 4 pontos cada.




Agora, no tão esperado quesito "Melhor Petisco" a competição foi realmente séria. Todas as opções foram votadas e quase a decisão teve que ir para os pênaltis! Mas quem ficou com a taça "Papo, pinga e petiscagem" foi realmente um dos (muitos) amores da vida do nosso (magro) companheiro Melloni: Torcida Jalapeño. Seguido bem de pertinho pela Ruffles Churrasco, a Pringles Páprica, a zebra linguiça e o já tradicional Steak de Frango.



Agora, chega de saudade e vamos falar de Copa. Que time você acha que será coroado o campeão da 19ª edição? Vote na nossa enquete!

Da série: Uma imagem vale mais do que mil palavras


JUCA

Apanhadão do JUCA


Buenas!

Antes de falar sobre a Copa - que ja começou e está muito emocionante, com seus empates sem gol e comentário de Galvão Bueno - devo fechar aqui um ciclo ainda aberto: o JUCA.

Faz exatamente uma semana que acabou e muitos de nós estamos nos recuperando da chamada "depressão pós-JUCA". Quer saber se você também está nessa? Vamos lá, então! Sentir que o mundo não faz sentido se não há pessoas berrando besteiras a noite inteira; passar frio e ter dores no corpo após uma noite de (pouquíssimo) sono; se te faz falta uma cerveja às 10 da manhã; quando é estranho o fato de suas roupas estarem limpas e secas, e não serem de uma só cor; quando tomar banho não é mais desafiante.

Se você acha bizarro não acordar em uma barraca, ou sair andando pela rua e trombar em amigos com pastas de dente nas mãos; se o banheiro que você usa parece o paraíso e você fica triste por não ter que erguer a barra das calças. Enfim.

Caso você possua tudo isso que eu citei, você está com depressão pós-JUCA. Mas não é preciso ficar alarmado, isso vai diminuindo. Não tem cura, mas ameniza com o tempo.

Boa parte da magia do JUCA é o "depois". Quando você vê as fotos que não lembra ter tirado, e aparecem os hematomas. E acho que esse ano eu posso dizer com MUITA propriedade que sou a grande vencedora desse ano. Meu hematoma é o maior, mais bizarro e mais poético de todos. Só quem viu sabe. Valeu, cabeça!

No fim das contas, o JUCA reafirma amizades, cria novas e, em algumas ocasiões, comprova que certas amizades não eram tão firmes assim. Tudo é aprendizado nesse evento cheio de alegria. E se você souber aproveitar bem - como fizemos eu e meus companheiros casperianos, você, com certeza, sairá de lá com um saldo maravilhoso, que irá envolver bebedeiras, festas boas, brigas por causa de esfihas, tentativas de lutas na barraca, viagens de ônibus regadas à jogos bobos e músicas mais bobas ainda.

Voltará cantando tudo que você fala. Por exemplo, um "por favor, o senhor tem horas?", vira um simples "ei, velho! me fala que horas são!" ou até mesmo um "ei, velho... vai tomar no cu!", quando você não percebe o que fala e é pego pelo ritmo.

Sem contar que o JUCA lhe proporciona coisas como voltar para São Paulo sendo diretamente relacionado à uma "musa" do funk carioca: Valeska Popozuda. Não é pra qualquer um! Assim como não é pra qualquer um dar 6 cambalhotas seguidas, lutar na grama, trocar de roupa na balada, ou surtar quando toca Single Ladies.

Isso sem contar ficar vestido de pedreiro durante alguns dias, e cagar umas 12 vezes, em apenas três dias, tendo tomado somente 2 banhos. Aliás, o que é um tabu na cidade, vira quase projeto de pesquisa do CIP no JUCA. Como vai o intestino de vocês? Porque o nosso vai muito bem, obrigada!

Durante os quatro dias de jogos, as maiores estratégias são as que começam com "Eu preciso cagar...", daí pra frente são planos de melhor momento, lugar e como fazer para não perturbar a vida alheia quando a natureza chama. Ah, que saudade do JUCA!

Poderia passar dias aqui falando de todo acontecimento digno que se passou nos quatro dias sem dormir, sem tomar banho, só na breja. Posso somente dizer que não sei quando vou dançar Tango com o Cadelão em um restaurantezinho de interior.

E também não sei quando meus amigos poderão tirar uma foto com o vinho Jota Pê, ou com uma galera desconhecida da PUCCAMP, que na verdade vem de Santos, ou pegar carona com um bando de (gorfa um pouco) mackenzistas generosos.

Quando foi a última vez que você foi em uma "festa" na qual, entre mais ou menos 200 pessoas, somente umas 7 estavam FRITANDO LOUCAMENTE ao som de "Like a virgin"? Pois é, vai pro JUCA. Mas pra ver isso, é preciso andar com as pessoas certas! Dica!

Enfim, é muito o que acontece no JUCA. Histórias para um vida toda. Algumas que contamos, outras que guardamos, e muitas das quais não nos lembramos direito. Faz parte.

O importante é que: o que acontece no JUCA, não só fica no JUCA. Entra pra história!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Lágrimas e chuva


Hoje não tem saudação porque o dia não é dos melhores.

Sabe quando parece que tudo fica estagnado, e você perde a vontade de fazer qualquer coisa, até aquilo que você curte muito? Pois é! Nesses dias difíceis eu penso em pegar uma mochilinha, ir pra rodoviária e arrumar um lugar pra ir, na base do uni-duni-tê, deixando por conta do acaso escolher onde eu vou parar.

Acho mais fácil dar uma escapada, esfriar a cabeça, pensar nos problemas e depois esvaziar a mente, se deixar levar por nada, pelo vazio no pensamento, ficar cego, surdo e mudo. That's how I roll.

Quando as coisas ficam difíceis e o bicho pega, eu não choro, e não porque eu sou boazona, não porque eu não tenho sentimentos, mas, sei lá, meu ponto de vista é diferente - e talvez errado. Chorar faz bem, lava a alma e libera energias negativas, se o motivo do choro é tristeza.

De que vale ir pra longe de tudo se os problemas vêm atrás da gente, não é mesmo? Pelo menos, se você escapar, que seja pra encarar de frente tudo aquilo que te incomoda, e chorar, berrar e esperniar se for preciso.

A introdução de uma música dos Racionais Mc's traduz muito bem a sensação causada pelo ato de chorar - ato esse que recrimino tanto, e do qual eu tenho até medo, sei lá, né? Passado o momento desabafo virtual, vai a letra:

"O que é, o que é?
Clara e salgada
Cabe em um olho, e pesa uma tonelada
Tem sabor de mar, pode ser discreta
Inquilina da dor, morada predileta
Na calada ela vem, refém da vingança
Irmã do desespero, rival da esperança
Pode ser causada por vermes e mundanas
E o espinho da flor cruel que você ama
Amante do drama, vem pra minha cama por querer
Sem me perguntar, me fez sofrer
E eu que me julguei forte, e eu que me senti
Serei um fraco quando outras delas vir
Se o barato é louco e o processo é lento
No momento, deixa eu caminhar contra o vento
De que adianta eu ser durão e o coração ser vulnerável
O vento não, ele é suave, mas é frio e implacável
(É quente) Borrou a letra triste do poeta
(Só) Correu no rosto pardo do profeta
Verme sai da reta,
A lágrima de um homem vai cair
Esse é seu B.O pra eternidade
Diz que homem não chora, tá bom, falou
Ou vai pra grupo irmão, aí
Jesus chorou"

terça-feira, 8 de junho de 2010

Seu motorista, pode correr!



Salve, salve, galera do caldeirão!

Depois de um breve recesso para o maior evento do ano - O JUCA, estamos aqui de volta, cansados, roucos e saudosos daquele mundinho paralelo cheio de álcool, dancinhas exóticas e constragedoras, conversas cantadas e discussões sobre cocô.

Aí, estava lá (aqui) eu pensando: "faço um post sobre o que?". Eutanásia? Sexo na terceira idade? Pessoas que tratam animais como pessoas? Foi então que decidi falar do busão. Mas, ao contrário da Carol, falarei bem dele.

Eu não sei pegar busão. Me larga numa rua sem metrô, que eu não sei voltar pra casa. Mas, graças ao meu estágio bacana na Barra Funda, me acostumei a pegar o charmosinho Ana Rosa pra paulista e me apaixonei!

Tem um chacoalinho gostoso e é super propício para as amizades. No metrô é mo barulhão e você não pode tirar fotos comendo torrada de azeite com orégano ou descobrir que o nome da cachorra da Stephanie é Mellany. Tampouco pode receber massagem nas costas, ler o livro pra prova e tirar um cochilex pra ficar relax!

Você vê as coisas mais bizarras dentro do coletivo e se tiver lotado ainda faz umas amizades espontâneas. Mas, sem dúvida, ficar horas e horas no trânsito aprofunda as relações pré-existentes. E rolam piadas muito capciosas. Até porque, em nenhum outro meio de transporte você pode enganar alguém falando que era bartender de um puteiro na Vila Ema.